Câmara de Osasco respeita debates de diversos temas e avança como espaço democrático

por adm publicado 13/10/2021 12h14, última modificação 13/10/2021 12h14
Câmara de Osasco respeita debates de diversos temas e avança como espaço democrático

Foto: Ricardo Migliorini/CMO.

Por Ana Luisa Rodrigues

Um espaço democrático deverá ser sempre democrático, principalmente se seus componentes tiverem seus posicionamentos respeitados. E a Câmara Municipal de Osasco, como espaço de diálogo, tem se mostrado bastante democrática.

Prova disso pode ser vista nos debates em torno de assuntos que estão em pauta e que permitem a expressão e o debate de diversas opiniões, mesmo as divergentes. Ao mesmo tempo em que homenagens são prestadas a líderes religiosos, personalidades e políticos mais conservadores, também são lembradas as personalidades consideradas de esquerda.

Durante a Sessão Ordinária do dia 05/10, a vereadora Juliana da Ativoz (PSOL) apresentou uma moção em memória dos 50 anos do assassinato de Zequinha Barreto e Carlos Lamarca. “São duas pessoas importantes para nossa história. Osasco tem uma história de luta dos trabalhadores e trabalhadoras que é muito importante. Mesmo sendo uma cidade muito jovem, perto de cidades centenárias, nós temos nossa história e ela precisa ser preservada sem preconceitos. Temos a história dos emancipadores e de tantos povos que formaram nossa cidade”, comentou a parlamentar. “Não há como contar a história da cidade sem citar dois grandes personagens: Zequinha Barreto e Carlos Lamarca”, completou.

Zequinha Barreto foi metalúrgico e líder da greve da Cobrasma em 1968; Carlos Lamarca foi capitão do Exército de Quitaúna e trocou a carreira estável pela luta contra a ditadura instalada no país. Segundo consta, Lamarca e Zequinha percorram 300 km na caatinga antes de serem mortos em Ipupiara, interior da Bahia, em setembro de 1971, quando foi organizada a Operação Pajussara.

Emerson Osasco (Rede) também falou sobre a importância de preservar e respeitar a história de Osasco. “É importante que as pessoas que lutam pela liberdade sejam lembradas e que nossa democracia seja respeitada a todo instante e a todo momento. Devemos lembrar de todas as pessoas que fizeram parte dessa construção para que hoje, eu e você e todos nossos colegas, pudéssemos estar aqui hoje”, disse o parlamentar, que afirmou estar feliz em ver que a história de Osasco tenha tantas pessoas de luta e fibra.

Recentemente, durante a Audiência Pública que debateu políticas públicas para a população LGBTQIA+, o vereador Pelé da Cândida (MDB) falou sobre os avanços democráticos conquistados pela Câmara Municipal devido ao diálogo, ao explicar que, quando assumiu sua primeira legislatura, não era comum terem homenagens a pais de santo, casas de candomblé, umbandistas ou lar espíritas.

“Eu fiquei um tempo observando para onde eu ia. Via que era preciso conversar. As coisas são aprovadas na Casa através de conversa. Aprovava os projetos de pastores, mas pedia para aprovar as minhas demandas. Tudo foi aprovado através da conversa”, comentou Pelé, que também é presidente da Comissão de Políticas Afirmativas de Raça e Gênero.