Munhoz Júnior, o Bairro do Progresso Conquistado

por osa — publicado 27/07/2013 12h46, última modificação 04/01/2018 11h29
Através das leis e decretos do município, a história dos nomes das ruas pode ser dividido em dois momentos.

As ruas que tiveram seus nomes aprovados por lei, através do voto dos vereadores e as que tiveram seus nomes efetivados por decreto do prefeito. Sendo assim, podemos dizer que as ruas nomeadas pelo povo foram aquelas que receberam seus nomes através do voto dos vereadores, nomeadas através de lei municipal. Já as que foram nomeadas por decreto, são obviamente as ruas decretadas.

No bairro do Munhoz Jr., as ruas nomeadas pelo voto do povo é a grande maioria. A primeira foi a antiga rua 28 que passou chamar-se rua Piedade. Com a lei municipal n° 318, a antiga rua 38 passou a chamar-se Parapuã. A lei seguinte estabelece que a antiga rua 8 passaria chamar-se rua Paulicéia. Quando foi aprovada a lei 324/64, a rua 30 recebeu o nome de Palestina e na lei seguinte, estabeleceu que a rua 35 passaria chamar-se rua Paraíso. Mas a rua Piacatú é a antiga rua 21 teve seu nome estabelecido pela lei 326. A antiga rua 45 que recebeu o nome de rua Pereira. Na seqüência veio a antiga rua 37 que hoje conhecemos como rua Patrocínio Paulista. Na lei 330, a antiga rua 39 recebeu o nome de Pacaembú e a rua 43 passou a denominar-se Peruíbe. A antiga rua 41 hoje se chama rua Pariquera-Açú.

Foi por vontade popular que a antiga rua 34 recebeu o nome de Paranapanema. A lei n° 364 mudou o nome da antiga rua 32 que passou chamar-se rua Pardinho.

Para a antiga rua 44 o povo escolheu o nome de Panorama e para a antiga rua 29 acharam melhor chamar rua Pilar do Sul. Depois desta seqüência de ruas cujos nomes começam com a letra P os vereadores de 1964 resolveram homenagear as pessoas do lugar, cujos nomes também começavam com a mesma letra e lá na placa outrora ocupada pela rua 40, o nome Paulo de Faria. Na rua 47 o escolhido foi rua Pereira Barreto. É bem verdade que a letra "P" na inicial do nome das ruas haveria de voltar e por isso, a antiga rua 42 recebeu o nome de Palmital e a rua 46 não se chateou, pois segundo os vereadores o melhor nome para esta rua é rua Palmeira d´Oeste. Este é um tempo em que o bairro do Munhoz Jr. era chamado de Cidade Munhoz. Hoje este bairro é o de maior número de residências na cidade, 9.350 moradias. Se multiplicarmos o número total de moradias pelo número médio de moradores, quatro por casa, teremos no Munhoz o bairro de maior número de habitantes da cidade, 37.400.

As ruas nesse bairro cuja primeira letra do nome não começa com "P" são as ruas que receberam seus nomes na década de 80. É o caso da rua Dr. Mário Milani, que com a lei 1806, passou a se chamar rua Hamilton de Oliveira. A rua 31 hoje se chama rua Antônio Alves Ribeiro e a rua 36 é a rua Benedito Marchiolli. A rua 23 recebeu o nome de rua Maria do Céu Henriques Barbosa e a rua 18, hoje chamada de rua Domingos Barbé.

Por último as vielas deixaram seus números no passado e passaram a ter nome. A antiga viela 7 chama-se Viela Alcides Maria. A viela 6 é a rua José Maria e a viela sem nome chama-se Viela Aleandro Tiozzo.

Para quem não conhece a importância e a utilidade das vielas neste bairro, é bom saber que as vielas são importantes como passagem entre ruas. No bairro do Munhoz Jr., as vielas são a salvação para quem quer se locomover rapidamente entre o bairro e o Jd. Helena Maria ou Bonança.

O Munhoz Jr. é um bairro diferente em relação aos demais bairros da cidade. Sua topografia acidentada ensinou aos primeiros moradores que o desenvolvimento urbano não chegaria se não fosse conquistado. E foi de conquista em conquista que o bairro hoje tem ruas asfaltadas, água encanada, luz nas casas e na rua, comércio, posto de saúde, escolas de ensino fundamental, creche e EMEI.
 

Mara Danusa