Inaugurando um Chafariz Sem Água

por osa — publicado 08/08/2013 12h31, última modificação 04/01/2018 11h30
O homem público dos nossos dias sabe que pão e circo não deve ser prioridade em seu governo.

Mara Danusa

 Porém, no passado, construir fontes luminosas em praça pública elegia o administrador municipal. Nestes primeiros anos de cidade o vereador Anízio Nunes comentava deste prefeito na tribuna da câmara, "... ele, o prefeito, esta apaixonado pela área de 19.700 metros no alto do jardim das Flores. Ele quer em todos os cantos do município uma fonte luminosa de 16 cores. E é capaz de arranjar água só para inaugurar a fonte, depois ela fica seca"...

Primo Broseghini falava que as 72 vilas de Osasco de 1964 não tinham iluminação na rua ou casas, guias e sarjetas. E nem ao menos uma máquina que pudesse melhorar o acesso dos moradores às ruas do Munhoz Jr. ou Helena Maria.

Na época em que estas discussões aconteciam na câmara, era comum que as que realizavam obras na jovem cidade, dessem calote na prefeitura. Ou seja, recebiam e não executavam o serviço. Por isso, o vereador Aymoré de Mello Dias sugere: "não sou contra a abertura de concorrência para que as firmas particulares participem da construção de obras públicas. O que e preciso é obrigar as firmas a depositar na Secretaria da Fazenda uma caução, com base no custo da obra a ser executada, para que a empresa não abandone o município depois de receber o dinheiro".