Primeiras Praças Eram Locais de Festas e Comemorações

por osa — publicado 08/08/2013 12h30, última modificação 04/01/2018 11h30
Segundo o dicionário Aurélio, "praça" é um alargamento de avenida, cercada de edificações por todos os lados.

Mara Danusa

Mas já houve um tempo em que praça era um espaço para a convivência social entre os moradores de um lugar. Falo de um tempo em que colocar a cadeira na calçada, significava conversar com os vizinhos, apreciar o movimento de ir e vir das pessoas.

Os tempos mudaram e sem pedir licença e a globalização chegou. Excluiu os menos favorecidos e a violência se instalou, tornando as praças em morada dos excluídos.

No passado os homens públicos construíam praças para dar aos bairros e vilas, sinal de cidade. Assim, construí-las na década de 60 significava elevar uma vila a condição de cidade.

A primeira praça de Osasco, que neste tempo ainda era um subúrbio operário de São Paulo, foi a atual praça Marquês de Herval, que fica na avenida João Batista com a rua Antônio Bíscuola. No tempo do fundador de Osasco, esta praça chamava-se largo dos Operários. O nome era uma homenagem aos muitos operários que trabalhavam e moravam na antiga vila. Naquela época, ela ficava no entroncamento da rua João Brícola com a rua da Fábrica (atual Antônio Agu), nome dado pela instalação da fábrica de tecidos Enrico Dell'Acqua. É desta mesma época o largo da Estação, que sempre teve o nome de largo. Mais largo ou mais estreito, sempre foi o largo da estação com ou sem coreto. Só com o advento do "Plano de Urbanização do Vale do Bussocaba" é que o largo se tornou do tamanho que hoje conhecemos, e foi depois da reforma que o largo da Estação tornou-se Praça Antônio Menck.

A segunda praça que teve grandes reformas para chegar ao que é hoje é a antiga praça da Matriz, hoje praça Duque de Caxias. É na Vila Osasco e no Centro que estão o maior número de praças da cidade.

Na Vila Osasco a praça mais antiga é a praça Ilvano Ferrari, que no tempo de Osasco distrito, se chamava Praça Castro Alves. Desta mesma época é a praça Oito de Maio. Depois chegou a praça Laurindo de Camargo, formada no começo da rua Erasmo Braga e segue pela divisa da linha férrea até o leito do córrego Bussocaba, em Presidente Altino. Neste mesmo bairro e do outro lado do córrego, era a praça Paul Heymann, hoje praça Padre Cícero Romão Batista.

A praça Roberto Mange, em Presidente Altino, é um bom exemplo da praça que nasceu através de um alargamento de rua. Ela fica na rua Ari Barroso com Ettore Bíscuola, ao lado da EMEI de Presidente Altino. Na rua em frente a praça, está o Sesi e mais adiante, está o Hospital Regional. Devido aos seus pontos de referência, é quase impossível ser uma praça desconhecida da maioria dos osasqueses. Outra praça muito conhecida é a Padroeira do Brasil, no Jd. Agu. Ela é descontínua, já que para dividir um lado e outro, há umas poucas construções. Porém, dos dois lados, o nome da praça é o mesmo. A mesma sorte não tem a praça Avelino Francisco de Lima, no Jd. Novo Osasco. Ainda que seja um importante ponto do comércio no bairro, é passagem para outros bairros como Jd. Belmonte, Olaria do Nino, Santa Maria e Jd. Conceição. É uma praça cuja importância é maior para a sua região da cidade. O mesmo acontece com a praça Cristo Redentor que fica quase em frente ao centro de vivência Elzo Piteri, na rua de mesmo nome. Conhecida popularmente como praça do Samba, devido ao som que alí era executado nos finais de semana dos anos 80, a praça hoje é dos proprietários de barzinhos e dos jovens que nos finais de semana insistem em se reunir onde já não há mais samba para curtir.

Os tempos mudam as praças mudam, porém a necessidade de espaços para convivência social continua.